CFM reconhece cirurgia metabólica como tratamento para diabéticos e define diretrizes

7 de dezembro de 2017

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma resolução nesta quinta-feira (7) em que reconhece a cirurgia metabólica como um tratamento para pacientes com diabetes tipo 2, com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 kg/m2 e 34,9 kg/m2, primeira faixa para obesidade.

Em novembro, o órgão já havia dado o aval para o procedimento com a publicação de um parecer. O conselho classifica a cirurgia metabólica como uma “técnica não experimental de alto risco e complexidade”. A  partir de agora, o procedimento está normatizado pelo CFM.

Na cirurgia metabólica ocorre o mesmo procedimento da cirurgia bariátrica. A diferença entre as duas é o objetivo: a primeira busca o controle da doença; a segunda a perda de peso, com as metas para contenção das doenças, como o diabetes, em segundo plano.

O CFM usou como argumento para o aval do procedimento o fato de que a diabetes tipo 2 está muito associada à obesidade. Além disso, lembrou que a há a expectativa de que a doença atinja 23,3 milhões de brasileiros em 2040.

O conselho cita posicionamentos de quatro instituições importantes entre 2011 e 2014, como a Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e a Federação Internacional de Diabetes, que reiteram o uso da cirurgia para o tratamento da diabetes tipo 2.

Em 2016, inclusive, 49 associações médicas de diferentes países estabeleceram diretrizes sobre o assunto. A ideia é usar o procedimento após tentativas de controle da doença com medicamentos e mudança no estilo de vida. Se o paciente não conseguir, a cirurgia pode ser uma alternativa.

Normas da resolução

1- Paciente precisa ter diabetes miellitus tipo 2 e ter IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m²
2- Paciente precisa ter mais de 30 anos e no máximo 70 anos
3- Paciente precisa ter diabetes miellitus tipo 2 há menos de 10 anos
4- A cirurgia metabólica precisa ser feita por dois médicos especialistas em endocrinologia
5- Para indicação, é necessário um parecer que mostre que o paciente apresentou resistência ao tratamento clínico com antidiabéticos orais e/ou injetáveis, mudanças no estilo de vida e que compareceu ao endocrinologista por no mínimo dois anos
6- Paciente não pode ter contraindicações para a cirurgia

Fonte: G1

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