Movimento médico nacional reunifica forças para ação conjunta em defesa da Medicina e da Saúde

8 de dezembro de 2017

 A reunificação do movimento médico nacional foi acordada durante reunião histórica realizada nesta quarta-feira (6), na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. Na oportunidade, algumas das principais lideranças das entidades médicas do País decidiram desenvolver uma atuação conjunta com o objetivo de fortalecer a defesa de temas de interesse dos médicos, da medicina, dos pacientes e da sociedade.

Participaram do encontro histórico, em Brasília, o presidente e o vice-presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira e José Luiz Mestrinho; o presidente em Exercício do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro; o presidente da FMB, Waldir Cardoso; e o presidente e o secretário-Geral da Fenam, Jorge Darze e Mário Antônio Ferrari.

A decisão anunciada permite a retomada do trabalho integrado entre o CFM, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Médica Brasileira (FMB) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM). 

Para selar essa reaproximação, o CFM já enviou convite para que as outras entidades indiquem representantes para participar de três de suas principais comissões – a de Assuntos Políticos (CAP), a de Saúde Suplementar (Comsu) e a de Defesa do SUS (Pró-SUS).

Os presidentes da AMB, Lincoln Lopes Ferreira; da FMB, Waldir Cardoso; e da Fenam, Jorge Darze, ainda foram convidados a participar da próxima reunião plenária do CFM, no dia 13 de dezembro (quarta-feira), quando serão discutidos encaminhamentos em torno de temas específicos em tramitação em diferentes esferas – no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.

O grupo também avaliará a realização de um Encontro Nacional de Entidades Médicas (Enem), em 2018. Se aprovado, na ocasião, representantes estaduais e de outras entidades médicas poderão contribuir com o debate e a formulação de iniciativas que contribuirão com a defesa da saúde e da medicina. A última edição desse fórum aconteceu em agosto de 2013, em Brasília.

Questões como o trabalho com a Frente Parlamentar em Defesa da Medicina (FPMED), lançada em outubro, no Congresso; as mudanças necessárias no Programa Mais Médicos; a abertura indiscriminada de escolas médicas; a obrigatoriedade do exame de revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior; a criação da carreira de Estado para os médicos, entre outras; devem compor uma pauta que será acompanhada, criteriosamente, pelas entidades médicas nacionais.

Com essa reunificação, também será possível desenvolver ações junto às operadoras de planos de saúde, buscando o aperfeiçoamento das regras no segmento, bem como em torno de reivindicações que assegurem melhoria da oferta de condições de trabalho e de atendimento na rede pública. A preocupação prioritária da AMB, CFM, FMB e FENAM é assegurar respeito, segurança e valorização aos médicos que atuam nos serviços privados e do Sistema Único de Saúde (SUS).  

 

 

Brasília, 6 de dezembro de 2017

 

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

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