Mandetta reúne entidades médicas e promete manter diálogo permanente com elas no Ministério da Saúde

Notícias21 de dezembro de 2018
Mandetta reúne entidades médicas e promete manter diálogo permanente com elas no Ministério da Saúde

Em reunião realizada nesta quarta-feira (19), com lideranças das entidades médicas nacionais e regionais, o senador Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), futuro ministro da Saúde, afirmou que a sua gestão será norteada pelo diálogo direto com as instituições, no sentido de retomar o debate sobre a Medicina. A mesa do encontro, realizado na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília, foi composta pelos presidentes da FENAM, Jorge Darze, da AMB, Lincoln Lopes Ferreira AMB, e do CFM, Carlos Vital, além de representantes da FMB e de diversos conselheiros federais. O evento contou ainda com a presença do deputado federal Hiran Gonçalves (PP/RO), que sucedeu Mandetta na presidência da Frente Parlamentar da Medicina do Congresso Nacional.

Henrique Mandetta assumiu o compromisso de modificar a relação da pasta da Saúde com as entidades médicas e de convocar todas elas para discutir as pautas ministério, incluindo as sociedades de especialidades, os sindicatos e os Conselhos Regionais de Medicina. O objetivo é impedir que elas continuem à mercê das decisões do governo. Ele garantiu que a sua gestão será pautada por essa comunicação permanente e que a cada momento envolverá determinados segmentos para discutir assuntos específicos, com uma linha democrática e participativa das entidades médicas no debate sobre o projeto de saúde para o país.

O futuro ministro afirmou ainda que o ministério seguirá o caminho da legislação no que se refere à defesa do SUS, como no caso do projeto de saúde pública, em que o Estado é o responsável e o cidadão tem o direito de usufrui-la. Ele recomendou que, todas as vezes em que as entidades médicas precisarem discutir algum assunto que não esteja definido em lei, procurem o Congresso Nacional para debater as propostas que possam alterar as regras jurídicas sobre o sistema público de saúde, mas enfatizou o seu compromisso com a defesa do SUS e de promover a interlocução direta com as instituições médicas em todos os campos de atuação do Ministério da Saúde.

O presidente da FENAM salientou que a ideia das pontes com as entidades médicas é muito importante, mas que, a partir de 1º de janeiro, as entidades deverão logo atravessá-la para se aproximem do governo e, já dentro do ministério, possam de fato ter a condição de contribuir para o debate sobre a saúde pública no Brasil e a garantia das prerrogativas do exercício profissional do médico brasileiro.

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