FENAM participa de reunião do Corpo Clinico do Hospital de Bonsucesso com Deputado Hugo Leal

17 de julho de 2018
Rio, 17/07 – Em uma reunião ocorrida hoje no Hospital Federal de Bonsucesso entre Corpo Clínico do HGB, entidades sindicais que representam os servidores, o presidente da FENAM, Dr. Jorge Darze, o diretor da FENAM, Dr. José Romano, e o deputado federal Hugo Leal (PSD), ficou decidido que será feita uma solicitação de audiência com o atual Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, para pedir providências e até mesmo o afastamento da atual direção do Hospital.

O Hospital Geral de Bonsucesso é um hospital público do Rio de Janeiro, integrado ao SUS, que possui vários serviços de alta complexidade, mas que ao longo dos últimos anos vem passando por um sucateamento das suas atividades, chegando a um déficit de pessoal inaceitável, e que já levou o HGB a cancelar cirurgias e suspender serviços importantes, como o transplante de rins, uma das principais especialidades da unidade.

Parte deste problema também é, segundo o Corpo Clínico, culpa da atual direção do hospital que, embora tenha conhecimento da grave crise, vem sendo negligente. 

Esta não é a primeira visita de Hugo Leal ao hospital. No início do mês ele esteve, junto com outros deputados, vistoriando o hospital, que passa por uma dramática crise, agravada pelo colapso do sistema estadual de Saúde. 

Segundo o Presidente da FENAM, um dos principais motivos é o descumprimento de uma portaria interministerial nº 58, publicada no Diário Oficial da União, em 26 de março deste ano, assinada pelos então ministros Ricardo Barros (Saúde) e Dyogo Oliveira (Planejamento), que autorizava a contratação de cerca de 3.592 mil servidores entre estes 1.340 médicos especializados, em caráter emergencial. 

– A portaria não está sendo respeitada pela direção local do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro. O Departamento Geral dos Hospitais Federais, DHG, vem simplesmente descumprindo o que Brasília determinou. Isso é algo inusitado, porque deveria se seguir as determinações dos ministérios para suprir o déficit da rede federal no Rio de Janeiro, mas não é o que está sendo feito – denuncia Darze.

Segundo o presidente da FENAM, o que se vivencia hoje é o resultado de uma política de desmantelamento, que já vem acontecendo há algum tempo, com alguns serviços ameaçados de redução de atendimento e até de fechamento.

– A emergência do hospital nem poderia estar aberta, porque carece de pessoal e de insumos. A direção tem mantido a emergência aberta só que sem médicos, sem recursos humanos e sem insumos. Isso representa um risco para a população e não pode funcionar com esta carência – diz Darze.

O deputado Hugo Leal ouviu as reivindicações do Corpo Clínico e se comprometeu em acionar a bancada federal do Rio de Janeiro para marcar, o mais rápido possível, a audiência com o ministro da Saúde, com a presença de todas as representações – Corpo Clínico, FENAM e demais entidades – para que seja reivindicado o cumprimento da portaria assinada e a substituição da atual direção do hospital, que não vem contribuindo para que a atual crise seja superada.

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