Após obra de sete anos, hospital fica pronto, mas sem médicos

28 de fevereiro de 2018

Amanhã era para ser dia de festa no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB). Mas, vai ficar para depois. Após longos sete anos de obras, que consumiram R$ 31 milhões dos cofres públicos, a nova emergência do hospital deveria ser entregue à população. Entretanto, como não têm profissionais de saúde para trabalhar na unidade com cheirinho de nova, a emergência vai permanecer fechada e quem quiser atendimento terá que se contentar em ser medicado num contêiner improvisado em sala de urgência.

“Não pode ser inaugurada”, lamenta o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Jorge Darze. “Está concluído, mas o governo federal não autoriza a contratação de pessoal para a emergência funcionar”, reclama o médico. Ele entregou ao ministro da Saúde, engenheiro Ricardo Barros, uma lista de reivindicações da equipe médica do HGB.

Em nota, o Ministério da Saúde não divulgou a partir de quando a emergência vai funcionar. “As instalações físicas do Hospital Federal Bonsucesso já concluídas passarão a ser utilizadas nos próximos dias como a nova emergência, oferecendo mais conforto e um ambiente adequado tanto para os pacientes, quanto para as equipes que ali trabalham”.

Foi a Justiça Federal quem determinou que a emergência da unidade fosse aberta até 28 de fevereiro, atendendo a pedido da Defensoria Pública da União (DPU). O juiz da 11ª Vara Federal estipulou multa diária para o diretor do hospital e para o secretário de atenção à saúde do MS caso a nova emergência não seja inaugurada.

Estrutura metálica
A nova emergência do Hospital Federal de Bonsucesso, cujo piso chega a brilhar de tão novinho, tem área de 2.600 m². São 38 leitos de observação, 30% a mais em relação à emergência atual, uma ala de pacientes graves, sala de trauma, enfermaria de adultos, pediatria e espaço para infusão de medicamentos.

Mas, o povo não vai poder desfrutar da estrutura. “Hoje, a emergência funciona precariamente numa estrutura metálica, que vulgarmente passou a ser chamada de emergência de lata”, afirma Jorge Darze, da Federação dos Médicos.

Atualmente, a emergência do HFB conta com 71 médicos. Para a nova emergência funcionar, são necessários 200 médicos.
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Fonte: O dia

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