Presidente da FENAM participa de abertura do II Fórum de Medicina Legal e Perícias Médicas

26 de outubro de 2018

Nesta sexta (26), O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Jorge Darze, compôs a mesa de abertura do II Fórum de Medicina Legal e Perícias Médicas, realizado na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. Também compuseram a mesa, os presidentes da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas (ABMLPM), Eurico Supino, da Associação Médica Brasileira, (AMB), Lincoln Lopes Ferreira, da Federação Médica Brasileira (FMB), Waldir Cardoso, e o 2º vice-presidente do CFM, José Freitas Brandão. 

Darze frisou a importância do fórum, salientando que ele foi realizado em um momento bastante oportuno da vida nacional, com as mudanças provenientes das eleições, e afiançou que as entidades médicas irão defender as deliberações do encontro, assim como as reivindicações dos peritos legistas e dos peritos judiciais. 

O presidente da FENAM disse ter chegado a hora de os peritos judiciais pararem de praticar o altruísmo, já que, quando são convocados pelos juízes, nas áreas trabalhista e cível, atuam sem nenhuma garantia de que irão receber os seus honorários. Muitos trabalham de graça, denunciou. 

“Já passou da hora de o Judiciário criar a carreira do médico perito e de tratar esses profissionais com o devido respeito. Até porque, em muitas ações, a palavra do perito é de fundamental importância para a decisão do juiz”, ressaltou Darze, afirmando que, ao não criar uma carreira específica para os peritos, com o pagamento de remuneração condizente com o trabalho que realizam, a Justiça coloca em cheque a própria defesa do direito dos cidadãos, que contam com o parecer desses médicos.

Sobre os médicos legistas, o representante da FENAM lembrou que é antiga a luta para se criar uma carreira própria para a categoria, desvinculando os institutos de medicina legal do vínculo com a Polícia, porque isso compromete a isenção do trabalho dos peritos, por exemplo, quando estão diante de situações em que a própria autoridade policial é o objeto da investigação. 

“É importante que esses institutos tenham autonomia, para que assim, esses médicos possam exercer a sua atividade com independência diante da autoridade policial”.

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