Entidades médicas apresentam as resoluções do XIII Enem à imprensa, em Brasília

2 de agosto de 2018
O Manifesto dos Médicos em Defesa da Saúde, contendo as resoluções aprovadas pelo XIII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem), foi apresentado à imprensa, na manhã desta quinta-feira (02/8), em Brasília, na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em entrevista coletiva concedida pelos presidentes das entidades signatárias do documento: Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Dr. Jorge Darze, Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Lincoln Lopes Ferreira, Federação Médica Brasileira (FMB), Dr. Waldir Cardoso e Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.

Durante a entrevista, o presidente da Fenam ressaltou que o modelo perverso de política pública de saúde adotado no Brasil está em progressão. “A política governamental da área da saúde conduziu o país a um processo genocida, com a morte prematura de pessoas que poderiam estar sendo tratadas. O que nós precisamos, hoje, é inverter a lógica do genocídio, para que o sistema possa funcionar de maneira adequada, em condições plenas”, destacou.

O manifesto é composto por propostas discutidas e aprovadas pelo XIII Enem, e que têm por objetivo garantir a qualidade do exercício profissional dos médicos e do atendimento aos pacientes na rede pública estadual. O próximo passo será encaminhar o documento para os candidatos à Presidência da República.

O documento mostra a pesquisa feita pelo CFM/Datafolha, que revelou que 56% dos brasileiros classifica a saúde pública e privada como péssima ou ruim. A pesquisa aponta ainda o que os brasileiros querem dos políticos na área da saúde: combater a corrupção; reduzir o tempo de espera nas consultas, exames e cirurgias; fiscalizar a qualidade dos serviços oferecidos pelo SUS e oferecer melhores condições de trabalho e de remuneração aos médicos, entre outros.

A carta do Enem apresenta propostas com relação ao Ato Médico e os direitos individuais em saúde; à interiorização da medicina; ao trabalho médico; ao ensino médico e a Residência Médica; ao fortalecimento do financiamento, gestão e controle do SUS; melhoria da infraestrutura, condições de trabalho e atendimento; fim do desequilíbrio na relação com as operadoras de planos de saúde. 

No final da entrevista coletiva, foram revelados os dados ao diagnóstico das fiscalizações feitas pelos Conselhos Federais de Medicina nas unidades da atenção básica, entre 2014 e 2017, que retratam a falta de condições mínimas de funcionamento.

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