FENAM comemora 60 anos do CFM

13 de dezembro de 2017
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Dr. Jorge Darze, esteve presente na comemoração dos 60 anos do Conselho Federal de Medicina (CFM). O evento também homenageou aos médicos entregando as comendas pelos seus trabalhos e trajetórias de vida na medicina. 
 

Elas são dedicadas anualmente a personalidades e entidades médicas. Para escolher os cinco, o CFM apreciou 135 nomes indicados pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).  
 

As comendas foram criadas por meio da Resolução CFM nº 2.022/2013. De acordo com o CFM, os homenageados simbolizam a busca pelo desempenho ético na profissão, sem ignorar os compromissos com a sociedade e observando os parâmetros da excelência técnica. 
 

Deste ano, os escolhidos foram: Celmo Celeno Porto, de Goiás, que receberá a comenda Fernando Figueira, de Medicina e Ensino Médico; Gabriel Wolf Oselka, de São Paulo, agraciado com a Mário Rigatto, de Medicina e Humanidades; Iaperi Soares de Araújo, do Rio Grande do Norte, com a Moacyr Scliar, de Medicina, Literatura e Arte; José Almir Santana, de Sergipe, recebedor da honraria Zilda Arns Neumann, de Medicina e Responsabilidade Social; e Roberto Figueira Santos, da Bahia, ganhador da Sérgio Arouca, de Medicina e Saúde Pública.
 

Para o presidente da FENAM, as homenagens conferidas a esses médicos é o reconhecimento dos serviços prestados a medicina brasileira. Além disso, Darze considera que a criação dos Conselhos de Medicina representa um avanço importante para o registro dos médicos do país e a regulamentação do exercício profissional. “O código de ética do médico passou a representar um importante instrumento da luta dos médicos, assim como valorizar os bons profissionais”, declarou.  
 

Homenageados
 

Celmo Celeno Porto

Comenda Fernando Figueira, de Medicina e Ensino Médico 
 

Natural de Araguari (MG), o clínico e cardiologista Celmo Celeno Porto formou-se em 1958, aos 24 anos, pela Faculdade de Medicina da UFMG. Em 1966, foi nomeado professor da Universidade Federal de Goiás, onde só se aposentou compulsoriamente. Seus livros Exame Clínico e Semiologia Médica foram traduzidos para o espanhol e passaram da sétima edição.
 

Gabriel Wolf Oselka

Comenda Mário Rigatto, de Medicina e Humanidades 
 

Paulistano, Gabriel Oselka formou-se em medicina, em 1965, aos 25 anos, na Universidade de São Paulo, onde foi professor dos departamentos de Pediatria, Medicina Legal, Ética Medica, Medicina Social e do Trabalho. Presidiu o Cremesp e o CFM. Defensor dos programas de imunização, também participa da Comissão de Bioética do Hospital das Clínicas USP.
 

Iaperi Araújo

Comenda Moacyr Scliar, de Medicina, Literatura e Arte
 

Nascido na cidade sertaneja de São Vicente (RN) em 1945, o ginecologista e artista plástico Iaperi Araújo formou-se em medicina pela UFRN, mesma instituição onde foi professor e diretor da maternidade Januário Cicco. Realizou sua primeira exposição de arte popular em 1963, quando era estudante. Foi secretário municipal de cultura de Natal e publicou 72 livros.
 

José Almir Santana

Comenda Zilda Arns Neumann, de Medicina e Responsabilidade Social 
 

O sanitarista aracajuano José Almir Santana formou-se em 1981 pela Universidade Federal de Sergipe. Na década de 1980, foi o primeiro médico a atender pacientes com HIV no estado. Criou uma casa de apoio para portadores da doença e idealizou as primeiras campanhas regionalizadas de prevenção. Coordena, desde 1987, o programa estadual IST/Aids.
 

Roberto Figueira Santos

Comenda Sérgio Arouca, de Medicina e Saúde Pública
 

O clínico soteropolitano Roberto Santos formou-se em 1949, aos 23 anos, pela Universidade Federal da Bahia, instituição onde foi professor e reitor. Fez especialização em Harvard. Foi governador da Bahia, presidente do CNPq, ministro da Saúde, representante do Brasil na Organização Mundial de Saúde e deputado federal.
 

Fonte: FENAM com informações do CFM 

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