FENAM participa do dia de luta pelo Respeito ao Médico

7 de agosto de 2017

A diretoria da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e da Confederação Nacional dos Médicos (CNM) participaram, nesta quinta-feira (3), juntamente com outras  entidades representativas dos professores e estudantes de Medicina,  do protesto #RespeitoaoMédico. A mobilização começou logo cedo, às 9 horas, com a concentração de representantes da classe médica de todo o País, em frente ao Ministério da Saúde, em Brasília (DF). 

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Nesse momento, foi realizado um ato publico de protesto contra o ministro Ricardo Barros. Os dirigentes sindicais manifestaram seu repúdio pela forma desrespeitosa como foram tratados pelo governo federal. Em seguida, caminharam até o Anexo II da Câmara dos Deputados, no Auditório Nereu Ramos, onde participaram de uma audiência presidida pelo deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), quando vários deputados e líderes sindicais fizeram o uso da palavra condenando as atitudes do ministro da Saúde e cobrando soluções pela crise na saúde pública. 

O presidente da FENAM, Dr. Jorge Darze, destacou que a manifestação representa a união da classe na luta por melhores condições de trabalho e contra o desrespeito aos profissionais de saúde.  “O SUS está sucateado, o financiamento público cada vez mais insuficiente e, para fugir à responsabilidade sobre os resultados de uma gestão equivocada, o ministro Barros tenta atribuir o caos aos médicos. Não podemos aceitar este tipo de desrespeito com o nosso trabalho. Estamos e continuaremos na luta”, disse. 

O secretário de Finanças da FENAM e presidente da CNM, dr. Geraldo Ferreira, falou sobre o atual cenário enfrentado. “Os médicos hoje se mobilizam em todo o País para dizer que não são os culpados, e sim os sucessivos governos pelo o que acontece com a saúde pública. Se há um criminoso, esses estão sentados no Palácio do Planalto. Eles que fogem da responsabilidade de investir mais na Saúde e dar condições dignas de trabalho e de atendimento aos pacientes”, destacou.

O médico ortopedista pediátrico e Deputado Federal (DEM), Luiz Henrique Mandetta, falou sobre a importância dos investimentos em Saúde. “A indignação da categoria é pelo descaso com o profissional e com os pacientes. Nesta luta por melhores condições, as entidades aqui presentes, como a FENAM tem papel fundamental”, destacou. 

O secretário jurídico da FENAM, Gutemberg Fialho disse que “presamos aumentar a representação médica no governo e incentivar os novos estudantes  que tem o  papel de perpetuar nossa luta. Nosso movimento médico é e continuará sendo  sustentado por uma bancada política com representantes da classe”.

O representante dos estudantes do Curso de Medicina, do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Alexandre de Angelus, falou sobre a importância das lideranças. “Ainda como estudante vejo que nossa classe precisa lutar por governantes que nos apoiem. Enquanto puder, estarei na luta junto a outros estudantes para que no futuro possamos conseguir promover a união da categoria por melhores condições de estudo e trabalho”, relatou.

O presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Juracy Barbosa falou sobre a falta de investimentos nas equipes brasileiras. “Chamaram médicos do exterior, sem exames de comprovação de suas habilidades, e nós aqui somos capacitados e o tempo todo avaliados, e sofremos com as agressões do atual gestor que diz que o médico finge que trabalha” , disse destacando ainda que quantas vezes for preciso vai participar de audiência para mostrar a indignação da categoria. 

O deputado federal e médico sanitarista, Lelo Coimbra (PMDB/ES), afirmou que a presença qualificada neste momento é muito importante para manifestar a indignação à fala do ministro. “Aqui nos unimos e mostramos  importância da força contra as péssimas condições de trabalho”, destacou. 

O discurso de todos os participantes foi unanime no sentido de que é necessário pedir medidas urgentes para melhores condições de trabalho e que também o governo apoie a categoria. Para isso é necessário que no Congresso Nacional tenha mais representantes eleitos pela categoria médica, formando uma bancada que apoie nossos colegas. 


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Audiência com Ministro revela incapacidade e desconhecimento para gestão

Na parte da tarde, a diretoria da FENAM, CNM e demais entidades participaram de uma audiência com o Ministro, com o objetivo de levar as reivindicações da classe médica por melhores condições de trabalho e também de atendimento ao povo brasileiro. Na oportunidade, foi registrado o protesto contra a forma agressiva como essa autoridade tratou os médicos brasileiros, exigindo sua retratação. 

Dr. Darze falou sobre atual situação de trabalho dos profissionais de saúde e entregou um documento com uma lista de reivindicações da categoria:

Veja o documento na íntegra. 

a. Carreira médica com piso salarial FENAM complementado pelo governo federal para atenção básica e urgência e emergência;
b. Programa de aceleração de crescimento para a saúde com intuito de recuperar a infraestrutura das unidades de saúde básica, das Unidades de Pronto Atendimento – UPAs, das Unidades de Terapia Intensiva – UTIs e hospitais de referência e emergência com equipamentos, ampliação de leitos e concurso para contratação de recurso humano;
c. Comissão de Direitos Humanos na saúde formada por entidades médicas, governo e Ordem dos Advogados do Brasil – OAB para proteção aos pacientes para que não venham a óbito enquanto aguardam realização de exames, medicamentos, internações ou cirurgias;
d. Revisão dos valores da tabela do SUS para internações e procedimentos defasados indispensáveis à população;
e. Comissões para acompanhamento e busca de soluções para áreas críticas de atendimento, como pediatria, oncologia, obstetrícia e psiquiatria, esta profundamente afetada pela explosão no uso de drogas;
f. Exigência de revalidação de diploma para médicos formados no exterior para participarem do programa Mais Médicos;
g. Não às terceirizações, pois não cria vínculos do profissional com a comunidade e tão pouco permite aos profissionais a defesa das boas condições de trabalhos e prestações de serviço, pelo risco de perseguição ou demissão do médico;
h. Todo apoio à residência médica com qualidade e equiparação da bolsa dos médicos residentes ao programa Mais Médicos;
i. Paridade entre médicos aposentados e ativos;
j. Não à proliferação das escolas médicas e o controle de qualidade das já existentes. 
1. Por todo o exposto e diante desses pontos, a Federação Nacional dos Médicos, movida por suas finalidades estatutárias, vem requerer a Vossa Excelência que se digne a: 
2. Estabelecer grupo de trabalho para discussão e implementação dessas providências.

Lamentavelmente, a posição do ministro não correspondeu às expectativas dos presentes, pois não houve retratação e todas as suas respostas foram evasivas. A situação ficou tão tensa que o ministro deixou a sala e não voltou mais. “Pareceu que ele fugiu do diálogo”, afirmou Dr. Darze, que a FENAM exige receber as respostas sobre o documento entregue. 
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Fonte: FENAM

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