FENAM rompe impasse entre residentes e governo municipal do RJ e bolsas são pagas em dois dias

12 de janeiro de 2018
Nesta sexta-feira (12), o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Dr. Jorge Darze, junto com o diretor de Formação Profissional, Residência Médica e Educação Permanente da entidade, Dr. José Antônio Romano, estiveram reunidos com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB/RJ), para dar continuidade às discussões sobre a situação dos médicos residentes do município.
 

Os médicos residentes ficaram sem receber as bolsas de novembro e dezembro do ano passado, porém, após reunião com o presidente da FENAM o pagamento foi realizado em dois dias. “A FENAM demostra o seu compromisso em defesa da residência médica e dos residentes e, por isso, buscou essa intermediação entre esses profissionais e a prefeitura para que os problemas fossem solucionados da maneira mais rápida possível”, declara o presidente. Em conversa com o prefeito, Dr. Darze solicitou uma audiência com os residentes.

 

Na ocasião, o que eles relataram ao prefeito foi a real situação em que os hospitais passam com a falta de medicamentos e insumos, equipamentos quebrados e sem manutenção, precariedade da estrutura física dos hospitais, superlotação como o caso do Hospital Salgado Filho, que dispõe de 30 vagas na sala amarela, mas está funcionando com mais de 50 pessoas, e até a falta de profissionais da saúde, principalmente de enfermeiros. 
 

Dr. Darze pediu ainda para que fosse criada uma comissão de residência médica dentro da Secretaria Municipal de Saúde com os representantes dos residentes para criar um espaço de diálogo entre eles e o governo a fim de solucionar os problemas. “Esperamos que com o surgimento dessa comissão, que todas as questões possam ser discutidas diretamente com o governo por meio dos próprios residentes desses hospitais”, conclui. 

Diante de todas as dificuldades que foram expostas, Crivella se comprometeu em criar a comissão na prefeitura para tratar exclusivamente da residência e disse que irá priorizar a saúde pública. O prefeito disse que vai elaborar um planejamento de curtos, médios e longos prazos para resolver todas as demandas.

 
De acordo com o diretor da FENAM, no RJ, atuam 1440 médicos residentes e para ele a audiência foi positiva para que haja um diálogo maior entre a prefeitura e os profissionais da saúde. “Ficamos muito satisfeitos com a audiência, há anos eu não via um prefeito ouvir as reivindicações dos médicos sobre os problemas da rede diretamente e é isso que a gente quer, queremos um governante que esteja com esse contato direto com quem trabalha. Podemos a partir daí ter um momento novo na residência médica no Brasil”, disse Romano.  

 

Para o vice-presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj), Luiz Fernando Rodrigues, o movimento foi extremamente vitorioso, uma vez que conseguiram ter a resolução das principais pautas, que eram o pagamento das bolsas e ter uma promessa de melhoria nas condições de funcionamento dos hospitais nas infraestruturas dos hospitais. “Isso mostra como nós juntos, somos mais fortes”, declara. 
 

O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, comemorou o resultado conquistado e parabenizou residentes, Amererj e entidades médicas. Ele também elogiou os jovens médicos presentes, que deixaram claros os focos reais do movimento: melhores condições de trabalho e de assistência aos pacientes.
 

Estiveram presentes também na audiência: a presidente da Comissão Estadual de Residência Médica, Dra. Susana Maciel Wuillaume, e residentes representando os diversos hospitais da rede municipal. 
 

Fonte: FENAM 

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