FENAM participa de audiência pública em Teresópolis e debate situação de trabalho dos médicos

27 de setembro de 2017

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Dr. Jorge Darze, participou na sexta-feira (22), de audiência pública na Câmara dos Vereadores de Teresópolis (RJ), onde foi discutida a situação do Hospital das Clínicas de Constantino Ottaviano (HCTCO), a privatização das Unidades de Saúde e Plano de Carreira para os servidores. 

A reunião foi organizada pela Comissão de Saúde, presidida por Dra Claudia Lauand, e contou com a presença de todos os vereadores do município e também médicos. 

Para Darze a reunião foi muito produtiva, pois os vereadores ouviram com atenção a posição dos médicos, sobre a situação do Sistema Único de Saúde. “Tomamos ciência de que as Clínicas da Família e as Unidades de Pronto Atendimento (Upas) de Teresópolis são geridas por organizações sociais. Foram expostas as desvantagens da gestão privada destas Unidades”, disse. 

 Para os representantes da categoria médica, é importante rever este modelo de gestão. “Isso é absolutamente inconstitucional. Defendemos que a gestão volte a ser pública, ou seja, administrada pela própria secretaria de saúde”, defendeu o presidente da FENAM. 

Darze solicitou que  os vereadores avaliassem com atenção a situação, pois o Hospital também atende o SUS, além dos pacientes de planos de saúde, ou seja, recebem verba pública e também particular.  “Entendemos que isto é algo que precisa ser rigorosamente fiscalizado, para que não tenha prioridades de atendimentos para pacientes dos planos de saúde”, disse.

Como resultado, ficou acertada uma próxima reunião, que será realizada nos próximos dias, com a participação da FENAM, profissionais de saúde e vereadores, para discutirem a crise na Saúde do município. 

Unifeso

No sábado (23), pela manhã, Darze participou da assembleia geral dos médicos que trabalham no Hospital de Clínicas de Teresópolis, sob gestão do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), na Sociedade de Ciências Médicas de Teresópolis. Na pauta foi debatida a situação do trabalho dos médicos, dentre outros assuntos. 

Participou ainda, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Dr. Nelson Nahon e representando a delegacia da instituição, Dr. Paulo  José Gama de Barros. 

 Dr. Jorge Integrou a mesa e apresentou a importância e o papel dos sindicatos, sua estrutura e a diferença entre o papel da Federação Nacional dos Médicos. Além disso, também foi feita:

– Uma análise da proposta apresentada pela Unifeso, sobre o pagamento dos honorários nos planos de saúde. Ficou acertado que os médicos não querem mudanças e que aguardam uma proposta coerente de mudança. “Não vamos apresentar proposta de alteração, pois e nós entendemos que essa forma atual é justa e regular”, enfatizou Dr. Darze. 

– Aprovação de um estudo que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese) sobre as perdas salariais dos médicos da Unifeso. Foi aprovado um trabalho sobre o percentual reivindicando a reposição das perdas salariais, baseadas no salário base da hora trabalhada. 

– Eleição dos médicos que representarão a FENAM em Teresópolis. Foram indicados os nomes de Silvia Araujo de Assis Mascarenhas Rezende,  Claudia Miguel  Alves Moreira, Clarissa Rippel Guita e Wagner Moreira.    

A FENAM vai transformar essa ata em um documento que será enviado ao reitor da Unifeso, manifestando a posição dos médicos em relação aos pontos que foram discutidos e aguardar respostas sobre as nossas reivindicações.  “Vamos iniciar um processo de negociação e avaliar a proposta da Universidade para os nossos pontos de reivindicações que foram discutidos na assembleia”, disse Darze.

 Cardoso Fontes

Nesta segunda-feira (25), Darze participou da reunião dos Conselhos Regionais no Hospital Federal Cardoso Fontes. 

O objetivo foi  discutir sobre um projeto do Ministério da Saúde, que pretende transformar o Hospital  em um centro de oncologia ligado ao Instituto Nacional do Câncer (Inca). “Posição essa que os médicos e demais servidores são contra por entender que esse hospital deve atender à toda a população, e não apenas ser especializado em oncologia”, esclareceu. 

Fonte: FENAM

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