Cardiologistas adotam critérios mais rígidos para colesterol ruim, o LDL

15 de agosto de 2017

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) tornou mais rígida a taxa de referência de colesterol ruim (LDL) para quem tem perfil de alto risco, ou seja, aqueles que já passaram por problema cardiovascular grave, como infarto ou derrame.


A mudança está presente na atualização da “Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose”, documento que serve como fonte de informação e referência para os cardiologistas.


As recomendações da SBC incluem um novo perfil de “risco muito alto”, relacionado a indivíduos que já tiveram evento cardiovascular. Para esses casos, o LDL deve ser mantido abaixo de 50 mg/dl –antes, o teto era 70 mg/dl.


Os casos de “risco alto”, categoria máxima da versão anterior da diretriz, de 2013, devem continuar com o LDL abaixo de 70 mg/dl. Essa recomendação é voltada para pessoas que ainda não passaram por eventos cardiovasculares, mas com condições que podem levar a um.


Neste grupo, estão diabéticos, pessoas com aneurisma de aorta abdominal, doença renal crônica e os que têm altas taxas de LDL.


Já no “risco intermediário”, de forma geral, estão as pessoas com pressão alta. Neste caso, o LDL deve ser mantido abaixo de 100 mg/dl.


“Temos que ser mais agressivos no tratamento para redução de colesterol, principalmente em pacientes que já têm uma doença cardiovascular estabelecida”, afirma André Faludi, presidente do departamento de aterosclerose da SBC.


Segundo Nabil Ghorayeb, professor do HCor, se a pessoa é fumante e sedentária, deve-se ter mais atenção e rigor com o tratamento e com as taxas de colesterol.


Faludi diz que, junto ao lançamento da nova diretriz, foi criado o aplicativo Calculadora ER (já disponível na App Store, para usuário de iOS, e no Google Play, para usuários de Android).


O app serve para auxiliar cardiologistas na análise do risco cardiovascular do paciente, para que, em seguida, o especialista opte por um tratamento mais agressivo ou não para controle do colesterol.
Fonte: Folha

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