Presidente reeleito do Sinmed cobra plano de cargos e carreiras em Natal

13 de junho de 2017

Reeleito para o quadriênio 2017-2021, o presidente do Sindicato dos Médicos no Rio Grande do Norte, Sinmed-RN, Geraldo Ferreira, prevê que terá diversas lutas no seu próximo mandato, a começar no dia 1º de julho deste ano. Uma dessas lutas é a implantação do plano de cargos e carreiras da categoria em Natal. De acordo com Ferreira, o plano já foi enviado e aprovado pela Câmara Municipal, restando, apenas, a iniciativa do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).


“O prefeito já sancionou esse plano há um ano, mas nunca o implantou. Temos uma promessa do prefeito para que o plano seja implantado agora em julho, mas a categoria está prevendo que vamos ter muita dificuldade com isso – vai ser uma luta muita difícil para travarmos. Por outro lado, hoje há um contingente de mais de 50% do funcionalismo da prefeitura que é precarizado, ou seja, formados através de cooperativas e empresas. É necessário e urgente que a prefeitura refaça aquele concurso que foi anulado, além de corrigir o atraso salarial”, disse.


O plano de cargos municipal não é a única preocupação de Geraldo Ferreira; o plano estadual também tem sido motivo de pauta. “Temos o plano estadual até 2018. Esse acordo feito com o governo do estado termina em maio de 2018. No próximo ano teremos renegociação com o estado para estabelecer os próximos passos. Fora isso, há a questão – muito grave – do atraso salarial que incomoda vários profissionais; necessitamos de convocação de concurso público para substituir os profissionais aposentados que estão desfalcando os hospitais. Temos que fazer os hospitais regionais funcionarem, esta é uma luta permanente”, avalia Geraldo.


Para Parnamirim, o presidente do Sinmed-RN, demonstra que travará uma luta similar à de Natal, uma vez os médicos do programa Saúde da Família estão com contratos temporários e provisórios, já que não houve concurso por lá. Isso, segundo Geraldo, causa uma falta de segurança e estabilidade na carreira dos profissionais. “Estamos também negociando com a prefeitura para ver como melhorar esse salário. Já engatilhamos a negociação para que, em três anos, o salário desse programa fique igual ao do programa Mais Médicos”.


Em Mossoró, a situação é mais complicada: há uma precarização total dos serviços; todos os contratos de médicos foram feitos através de empresas que os intermediam. Consequentemente, os médicos não têm carteira assinada – nem do município, nem da empresa contratante. Os médicos do programa Saúde da Família enfrentam o mesmo problema. Alguns, inclusive, possuem salário abaixo de R$ 2 mil. “São salário inviáveis”, protesta Geraldo Ferreira.


No tocante à infraestrutura do sindicato, o presidente, que explicou que 50% de sua diretoria foi renovada para o próximo mandato, afirma que planeja expandir a rede assistencial, oferecendo serviços jurídicos e educacionais para os médicos. Este, contudo, não é o projeto mais esperado por Geraldo Ferreira. Ele quer, durante seu novo mandato, concluir a construção de uma nova e maior sede para o Sinmed.


“O sindicato vai da linha existencial da defesa e representação, mas também temos uma linha assistencial, com assistência jurídica; de contador; de ensino; temos também cursos de informática, inglês e espanhol. O grande projeto para os próximos quatro anos, contudo, é a construção de uma nova sede para o sindicato. O terreno já foi adquirido. Ele fica localizado na Rua Apodi, de frente para a sede atual. Deveremos contar eventualmente com novos auditórios e uma área física com o dobro ou triplo da atual. Já estamos nos movimentando para que, no começo do ano que, comecemos para ver se durante o mandato conseguimos construir”, concluiu.

Fonte:
AgoraRN

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