43 anos de história em defesa da categoria médica

O que durante muitos anos era apenas um ideal para um pequeno grupo de médicos, que tinham como meta unir a categoria e torná-la mais forte em torno das conquistas que se faziam necessárias, passou a ser realidade em 30 de novembro de 1973. Foi quando dirigentes dos sindicatos médicos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, liderados pelo Dr. Charles Naman Damian, fundaram a Federação Nacional dos Médicos, que em 2016 completou 43 anos de luta em defesa dos interesses dos médicos.

O dermatologista Narciso Haddad Netto foi tesoureiro da entidade durante os primeiros dez anos de vida da Federação. Pouco antes de falecer, ele concedeu entrevista à assessoria de Imprensa da FENAM e se emocionou ao lembrar de uma data: 28 de maio de 1975. Foi quando a Federação recebeu a Carta de Reconhecimento do Ministério do Trabalho, fundamental para a consolidação da entidade e para a conquista de algumas de suas vitórias mais importantes: a fundação de 24 sindicatos médicos, de Norte a Sul do país, em dez anos (quando a FENAM foi criada, só existiam seis representações sindicais da categoria em todo o Brasil); a produção de um informativo, primordial na difusão do trabalho da entidade; um cadastro com mais de 160 mil médicos, além da aquisição da sede própria, no Centro do Rio de Janeiro.

“Diversas diretorias do sindicato já haviam tentado, por longos anos, fundar a Federação Nacional e tirar a carta sindical. Quando assumimos o Sindicato dos Médicos do Rio, colocamos a criação da FENAM entre nossas prioridades, pois era uma necessidade para unir os médicos em todo o Brasil. Além disso, a Federação teria representatividade na Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL) e na Confederação dos Médicos. Com isso, formaríamos uma união mais forte com os profissionais de nível superior”, relatou Narciso Haddad, acrescentando que depois que a FENAM foi criada, a primeira diretoria, formada por representantes dos seis sindicatos existentes na época, ainda teve de esperar por mais dois anos até conseguir a Carta de Reconhecimento, concedida em maio de 75 e publicada no Diário Oficial da União dois meses depois.

A solenidade de entrega da carta sindical reuniu, no Rio, o primeiro presidente da FENAM, Charles Damian, e toda a sua diretoria, com algumas das mais importantes autoridades do governo como Francelino Pereira, então ministro do Trabalho. “Foi uma ocasião muito marcante, um grande avanço na nossa luta, principalmente no que se refere à situação salarial e à união. Os salários estavam emperrados há muitos anos e a categoria era muito dispersa. Havia, ainda, uma certa divergência entre a área legal, representada pelos conselhos regionais, e as entidades, que reuniam as áreas científicas. Um entrava na área do outro, mas com a FENAM conseguimos unir todos eles: associações, sindicatos e conselhos”, contava Narciso Haddad Netto. O ex-tesoureiro da FENAM considerava que muitas batalhas ainda teriam de ser vencidas até que os médicos consigam transformar um quadro desfavorável em termos de salários, condições de trabalho, qualidade na formação profissional e da medicina.



FENAM inaugura sua nova sede: A casa do médico brasileiro

A FENAM inaugurou no dia 03 de agosto, em Brasília, a sua nova sede. Ela foi adquirida com recursos próprios, resultados de economias e de uma preparação que durou quase três anos. Inicialmente a ideia era construir a sede no terreno da Associação Médica de Brasília, mas a procura por outros locais findou por conduzir a escolha para o endereço atual.

A FENAM funciona a partir do dia 03 próximo ao memorial JK, à camara legistativa, em um prédio moderno, Capital Financial Center, em uma área de mais de 200 metros e dois pavimentos. Um moderno projeto de arquitetura, feito pelo arquiteto Armando, permitiu a adequada divisão entre os setores dando as perfeitas condições para o trabalho de todo o corpo funcional. O evento de inauguração ocorreu após o primeiro dia de reunião do Conselho, realizado no dia 3 de agosto, na sede da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL).

A nova casa dos médicos brasileiros foi apresentada em uma cerimônia de abertura acompanhada pelos convidados, representantes sindicais, figuras públicas e políticas, além de médicos de todas as regiões do país. O presidente da CNPL, Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, esteve presente e ressaltou a importância desse grande marco para a Federação.

“Em nome de 15 milhões profissionais liberais do Brasil inteiro e de 51 das profissões liberais, nós queremos desejar a diretoria da FENAM, todo o sucesso por essa conquista, e que na benção que o bispo vai trazer, seja a benção para essa entidade continuar o crescimento que ela merece”, mencionou Carlos Alberto.

O Bispo Auxiliar, José Aparecido, representando o Arcebispo Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília, abençoou a nova sede da FENAM. “A sede da FENAM representa não só o interesse corporativo dos médicos, mas o interesse do povo brasileiro em ter médicos respeitados na sua dignidade profissional, para servir bem sobretudo a saúde dos mais pobres, mais carentes. Que essa Federação e os sindicatos seja respeitada naquilo que ela representa para o povo brasileiro”, afirmou o Bispo.

“A conquista é fruto do esforço e economia dos últimos três anos, além de uma parte de recursos que veio redistribuída da CNTU para as federações que eram filiadas. Este momento é de materialização do sonho de expansão da sede para melhor abrigar os setores de Comunicação, da Secretaria, da Tesouraria e do Jurídico. A aquisição foi feita com recursos próprios, sem a necessidade de venda de qualquer bem ou imóvel”, afirmou o secretário de finanças da FENAM, Geraldo Ferreira.

A FENAM é a entidade sindical de grau superior e a legítima representante do trabalhador médico brasileiro. Ela unifica a luta da categoria na busca e defesa de condições de trabalho e remuneração da classe médica. Com esta grande conquista, em 2016, a Federação completa 43 anos de luta em defesa dos interesses dos médicos.