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Congresso da FENAM nomeia Dilma e Padilha como responsáveis pela agressão à categoria

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Para o movimento médico sindical, a forte agressão que a categoria tem sofrido possui nome e se chama Dilma Rousseff e Alexandre Padilha. Em último dia (30) do Congresso Extraordinário Charles Damian em comemoração aos 40 anos da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), a maioria dos delegados votou contra a presidente e o ministro da Saúde. O encaminhamento será oficialmente divulgado na Carta do Rio de Janeiro, devido à cidade onde foi realizado o evento.



Foto: Fernanda Lisboa

02/12/2013

Para o movimento médico sindical, a forte agressão que a categoria tem sofrido possui nome e se chama Dilma Rousseff e Alexandre Padilha. Em último dia (30) do Congresso Extraordinário Charles Damian em comemoração aos 40 anos da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), a maioria dos delegados votou contra a presidente e o ministro da Saúde. O encaminhamento será oficialmente divulgado na Carta do Rio de Janeiro, devido à cidade onde foi realizado o evento.

 

O lançamento de candidaturas dos dirigentes sindicais e a posição da FENAM contra resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que restringe os sindicalistas de participar nos conselhos também foram decisões de destaque. A federação vai percorrer o país em 2014 para estimular o envolvimento daqueles que lutam pelo exercício da medicina ocuparem cadeiras de representação onde for necessário. O entendimento é que somente com a segurança da categoria nos Poderes Legislativo e Executivo, a história pode ter os rumos que a classe médica almeja.

 

Para o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, o Congresso Charles Damian iluminou as ações do próximo ano. “Que todos tenham testemunhado a luta dos sindicalistas e tenham orgulho. Continuamos no caminho para garantir a realização da expectativa dos nossos brasileiros”, ressaltou. Sobre a alteração no estatuto acerca do aumento do mandato, Ferreira explicou que três anos possibilitam efetivamente a capacidade de administrar uma federação.

 

Além das novas deliberações, a Carta do Rio, possui todas as outras bandeiras de luta do movimento sindical ao longo dos últimos anos. O documento deverá ser divulgado dentro de uma semana, quando uma comissão responsável incorporar as mudanças. A defesa dos direitos humanos na saúde, a desprecarização do trabalho médico, a criação de carreira de estado, o piso FENAM, 10% da receita bruta da União para a saúde, entre outras, permanecem sendo guias da entidade que representa 400 mil médicos. 

 

Confira às bandeiras da FENAM que receberão novas lutas com a Carta do Rio:

 

-Defesa dos Direitos Humanos na Saúde;

-Desprecarização do trabalho médico;

     -Piso FENAM de R$ 10.412,00 para 20h;

     -Planos de Cargos, Carreiras e Vencimento – PCCV;

     -Correta regulamentação da medicina;

     -Ensino de qualidade na medicina;

     -Aplicação do REVALIDA;

     -Assistência digna na saúde pública brasileira;

     -Investimento de 10% da receita bruta da União para a saúde;

     -Combate, punição e devolução de recursos desviados da saúde;
     -Contra à abertura indiscriminada de escolas de medicina;

     -Contra as terceirizações do serviço público de saúde;
     -Contra à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares- EBSERH;
     -Contra os abusos dos planos de saúde;

     -Recuperação da gratificação de desempenho (GDM) dos médicos federais;


Fonte: Fernanda Lisboa

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