Setembro Verde destaca importância da doação de órgãos e tecidos

21 de setembro de 2017

Com o tema “Doe órgãos, a vida continua!”, a edição de 2017 da campanha Setembro Verde já está no ar.  A iniciativa é promovida em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado em 27 de setembro, e busca incentivar e conscientizar as famílias brasileiras sobre a importância da doação de tecidos e órgãos.        

A data foi criada pelo cirurgião cardiovascular e integrante da Comissão de Remoção de Órgãos da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), José Lima Oliveira Junior, juntamente com o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais de saúde.

Para ser doador de órgãos e tecidos, não é necessário deixar nada por escrito. É preciso apenas informar a família o desejo de doar, pois ela é que poderá dar uma autorização para se realizar a cirurgia de retirada dos órgãos após constatação de morte encefálica. Podem ser doados córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestinos e ossos, sendo que um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea podem ser doados ainda em vida.

O presidente da ABTO, Roberto C. Manfro enfatiza que o foco principal do Setembro Verde são as doações por parte de pacientes em morte encefálica, uma vez que os órgãos que podem ser doados em vida são permitidos apenas entre parentes e familiares ou por meio de decisão judicial. “Não existem campanhas para que as doações sejam feitas em vida. No entanto, a possibilidade pode e deve ser discutida com os familiares, quando for apropriado”, disse o presidente.

Dessa forma, a maior dificuldade encontrada na doação de órgãos é o receio da família em autorizar a retirada de órgãos de um parente recém-falecido. “Acreditamos que em determinadas circunstâncias esse receio ainda possa ocorrer. Baseamos essa afirmação no elevado índice de negativas, por parte das famílias, que é observado nas entrevistas para a doação”, complementa Manfro.

Muitas famílias ainda se recusam a doar por achar que a vida do paciente ainda pode ser salva. Entretanto, a morte encefálica, ao contrário do que muitos podem pensar, não é a mesma coisa que o coma. Durante o coma, o encéfalo ainda está funcionando, só que de forma debilitada. Já na morte encefálica, as células do encéfalo já começaram a se decompor, de forma que ele já não é capaz de realizar sua função de manter o funcionamento dos órgãos. Nesse caso, os médicos podem manter a respiração e os batimentos cardíacos do paciente por meio de aparelhos para que os órgãos possam ser retirados e transplantados adequadamente.

O presidente da ABTO garante que iniciativas como o Setembro Verde geram mudanças significativas em relação à doação de órgãos e tecidos: “Por ocasião das campanhas de doação, onde a necessidade da comunicação à família é enfatizada, observa-se melhoras nos índices de doação”, disse.

Para tirar outras dúvidas sobre o assunto, acesse o site da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (www.abto.org.br), que disponibiliza a localização dos centros de transplantes de cada estado e mais informações sobre as doações.



Fonte: FENAM

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